11.07
Próximo single, álbum novo e Ed Sheeran! Jess Glynne contou com exclusividade em recente entrevista seu próximo single e revelou mais sobre seu novo álbum “Always In Between”

Jess Glynne viajou esta semana para Nova Iorque e esteve realizando algumas entrevistas e apresentações em alguns programas.

 

Para a BUILD Series, programa de entrevistas ao vivo com plateia, Glynne conversou um pouco com o apresentador Kevin Kenny.

 

Em seus primeiros anos na indústria da música Jess Glynne traçou um caminho único para ela mesma. Enquanto todos estavam contemplando os efeitos de um coração partido, Jess Glynne estava forte e erguida nos seus dois pés.

Kevin: Nossa convidada de hoje tem mais singles números um no Reino Unido do que qualquer outra artista feminina, sua música já foi reproduzida mais de 2,5 bilhões de vezes no Spotify. Vamos fazer barulho para Jess Glynne. Estávamos tocando sua música aqui no estúdio e eu disse que é a marca de uma grande música e você provavelmente deve ter escutada ela um milhão de vezes e ainda tem que cantar.

 

Jess: Olá! Sim eu ainda amo. Não faz tanto tempo assim que ela lançou então eu eu ainda amo cantá-la.

 

Kevin: Sabe o que é engraçado sobre essa música – estamos falando sobre I’ll Be There, o novo single… o novo single número um a propósito, parabéns – mas quando escutei essa música, se me lembro bem, acho que foi uma das primeiras músicas que estavam no “New Music Friday” (playlist do Spotify que revela os novos lançamentos) e soou como uma música que eu não poderia acreditar que ainda não existia. Por que era tão óbvia, inacreditável, soava tão bom, como que alguém nunca havia pensado numa música assim antes? Mas podemos voltar ao início dessa música e suas inspirações?

 

Jess: Estão, I’ll Be There surgiu entre o fim do ano passado. Minha amiga estava passando por um terrível término a um ano antes e ela tinha escutado meu álbum I Cry When I Laugh e me mandou uma mensagem.. eu não tinha visto por um tempo, acho que estava longe, mas a mensagem era tipo uma carta e basicamente dizia “obrigada por tudo, por estar lá, sem saber você basicamente me ajudou em um dos piores momentos da minha vida e eu tenho escutado seu álbum em diversos níveis diferentes como fã e eu não tinha percebido que suas letras eram tão profundas e a esperança que veio do seu álbum me levou a um lugar melhor”.. E eu não sei, eu li essa mensagem e me debulhei em lágrimas e nós desenvolvemos uma conexão melhor ainda na amizade. Ela veio no estúdio no final do ano passado. Eu estava com um grupo de pessoas para me ajudar no álbum no meio do nada e ela veio no último dia nesta casa que estávamos em Sussex e eu estava terminando algo em uma sala e ela estava entrando em outra sala e começou essa ideia, então eu cheguei rapidamente onde ela estava e cmeçamos a ter ideias juntas. Ela disse “olha eu comecei algo… da play e vê o que você acha…” E eu toquei e era tipo “I’ll be theieiere…” e de repente eu comecei a chorar pois sou muito emotiva e perguntei “isso é pra mim?” e ela disse “sim, eu acho.” E basicamente terminamos a música daquele ponto. Então o processo é: alguém escrever pra mim e eu escrever pra essa pessoa e surgir essa troca e junção de ideais…

 

Kevin: Nossa eu não sabia disso… que dizer, quando eu escutei a música – e o melhor sobre música é que quando escutamos ela, tem diferentes significados – Então eu internalizei isso e me referi a música propriamente dita, tipo a música está lá para mim a qualquer momento, se eu estiver pra baixo ou não. Música está lá pra mim. Eu imagino que você tenha passado por momentos difíceis na vida, sim você tem um sucesso grandioso agora, mas qual é a música, artista ou álbum que “esteve lá por você”?

 

Jess: Creio que Frank da Amy Winehouse foi um álbum que definitivamente “esteve lá por mim”. Eu apenas acho que ela como artista, ela como musicista, sua honestidade e sua realidade me inspirou a ser uma artista, não apenas uma cantora mas sim uma artista.

 

(Viram? Jess Glynne é artista! hahaha)

 

Kevin: Sim eu vi isso, ou li em alguma entrevista antiga sua onde você cita Whitney Houston e Aretha Franklin como suas inspirações. mas eu acho que é meio que se referindo a capacidade vocal porém Amy me parece que foi a primeira artista que você realmente se identificou como pessoa.

 

Jess: Sim eu acho que, por nós termos o mesmo passado, origens, lugares similares. Eu escutei muito Lauryn Hill, recebi os álbuns dela e comecei a escutar e o conteúdo era diferente eu creio que o processo de crescer faz você pensar em músicas sobre amor, quer dizer, eu pensei… E essas músicas não eram apenas sobre amor, eram sobre a vida, experiências, e eu acho que isso abriu minha mente que música na verdade é terapia, não é apenas algo para você se divertir, tem também um peso muito maior, um significado, quando você é criança você não se liga nisso, você não tem essa concepção até por que não teve muitas experiências na vida, então o quanto mais velho você fica, mais atenção você presta nesses detalhes. Quando eu era criança eu escrevia as músicas que escutava, eu não necessariamente tinha internet em casa – era uma época diferente –  mas eu escrevia as letras das músicas que gostava, num caderno, num pedaço de papel… E foi como eu entendi sobre o que elas eram e como eram formuladas e foi assim que entrei no processo de composição de músicas.

 

Kevin: Isso é ótimo. Você diz sobre a música ser algo terapêutico, você já disse em entrevistas passadas que o processo de composição especificamente para você é como terapia. Tem alguma música olhando pra trás ou alguma música desse novo álbum que foi a mais terapêutica?

 

Jess: Eu acho que há duas músicas, uma desse álbum e outra do antigo. Do primeiro, Take Me Home,  foi definitivamente a que mais me ajudou e eu seguro bem perto do meu lar, e tem uma do novo álbum que se chama Hate / Love que eu creio que seja uma jornada emocional na composição, mas também, de novo, me levou a momentos no qual eu não estava aproveitando…

 

Kevin: No que “Hate / Love” é sobre?

 

Jess: A música é sobre… Sabe quando você ama alguém muito mas ela te machuca e você meio que odeia ela mas tipo eu não odeio ninguém na minha vida por que eu não sguardo ressentimentos, sempre tento olhar o lado positivo de tudo, mas no final do dia eu fui machucada, tive o coração partido, como todos tem, mas eu aprendi disso, cresci disso e creio que essa música é sobre relembrar, está dizendo que mesmo por você ter feito isso tudo comigo eu ainda te amo.. Quando você ama alguém eu nâo acredito que esse amor vá embora do nada.

 

Kevin: No tópico de composição de uma música eu sei que você escreveu I’ll Be There com uma equipe de 5 ou 6 pessoas, como um time né. Mas é um jeito moderno de compor música e eu acho que é por isso que estamos tendo tanta música boa hoje em dia. Como é o sentimento tipo, você escuta isso de um fã e é bem legal, bem colaborativo…

 

Jess: Então quando você vê no papel ela se parece bem diferente de como vai soar de verdade. Então, tiveram 5 artistas envolvidos. O duo de produtores Electric, Starsmith, daí eu e Camille e esse cara chamado Jerker. Electric veio com essa parte musical, (como o efeito do começo da música que perdura até o fim) Finn e Camille que vieram com o esqueleto da música e me juntei a eles para terminar tudo.. Cada um teve sua parte, sua colaboração. Pra mim é a melhor parte no processo, pois todo mundo tem sua parte, todas essas pequenas coisas ajudam, as vezes é ótimo, as vezes é divertido, temos um grupo de amigos na mesma sala. E para esse álbum eu levei essas pessoas para essa casa isolada, não tinham muitas pessoas eram umas dez… Mas por uma semana eu meio que juntei e programei tudo só para termos uma estrutura, mas as pessoas poderiam ir para salas diferentes e começar algo, não tinha pressão alguma. Foi tipo “se você está sentindo, está sentindo.. caso não, tudo bem também.” Foi uma atmosfera maravilhosa, todos se ajudaram. Todos se sentiram bem, era vir e cantar algo que o fazia sentir bem.

 

Kevin: E eu estou tão feliz que você escreveu eu álbum do jeito que você escreveu, por que, se vocês não sabem o primeiro álbum lançou em 2015 e você passou por esses 2, 3 anos em turnê e escrevendo pra esse novo álbum ao mesmo tempo, creio que vários artistas hoje em dia tenham que escrever composições enquanto estão na estrada até por que economiza tempo e parece realmente que foram feitas durante uma jornada pela estrada. Tem diferenças entre canções que você se planejou com um tempo focado e também você precisa desse tempo longe eu acho para ter inspirações.

 

Jess: Você matou! Com certeza você “fez a lição de casa”. Eu estava na estrada por uns 2 anos e meio e comecei a escrever neste período. 2016 foi um ano louco de tour então em Abril eu tive uma semana ou duas.. dez dias livre então fui ao estúdio e foi incrível tive esse momento doido nesses dez dias que tive de composição e outras coisas então eu fiquei meio que entre vários lugares, sentimentos… Fiquei perdida, acho que não estava pronta para me comprometer com um álbum, por mais divertido que fosse, mas uma vez que parei e consegui olhar para tudo o que eu tinha feito, e tive um minuto para sentar e curtir, sem me focar em ir pra lá e pra cá, fazer isso, fazer aquilo foi um momento que eu realmente compus.

 

Kevin: Eu acho que o que é tão bom na sua música, além do fato de ter muitos hits número um, é que ela vem de um lugar que muitos se identificam e mesmo que seja tão legal estar na estrada uma pessoa comum não poderá se relacionar com isso, você precisa estar morando numa casa, conversando com pessoas, conversando sobre coisas que você passou, piadas… qualquer coisa você tenha que traçar uma linha relacionando isso com as experiências humanas.

 

Jess: Sim, eu gosto de ser honesta. O único jeito que eu componho é cavando bem fundo e falando por experiências pessoais. Eu posso contar histórias mas não é algo que venha naturalmente pra mim.

 

Kevin: Tem um ótimo vídeo que vem acompanhado da música I’ll Be There. Queria falar sobre algumas cenas. Vocês gravaram no México né? E também soube que um melhor amigo seu teve participação criativa na produção, quem foi?

 

Jess: Sim, foi a Jo’lene. Ela é minha melhor amiga, nós estudamos juntas na escola, então temos uma relação muito boa. Pensamos nesse conceito sobre você começar num lugar que está “quebrado” e você está se sentindo na pior, e conforme passam os minutos você vai se sentindo forte e recuperando sua força. E queríamos dar esta impressão no passar das cenas e nesse épico cenário que foi no México.

 

Kevin: No começo são lágrimas de verdade?

 

Jess: Então, eu não vou mentir… Na gravação da primeira cena eu tive que dizer as palavras e andar bem rápido, isso foi feito pois na pós produção eles diminuem a velocidade e conseguem me enquadrar cantando a música na velocidade original porém ao mesmo tempo todo o cenário estaria em câmera lenta. Você teria que ver o Behind the Scenes, que eu tenho gravado mas ainda não publiquei. Então como tudo foi muito rápido e eu ainda estava perto da casa em chamas com uma roupa de látex, senti como se fosse explodir, então chorar ali foi meio difícil, então colocaram essa gota escorrendo do meu olho e tive que fazer tudo bem rápido enquanto o pessoal gritava “VAI CORRE, CORRE. TEMOS APENAS DUAS CENAS…”

 

Kevin: Tenho que te perguntar sobre esta outra cena, pensei que fosse água mas é areia? Este cenário rosa.

 

Jess: Então, sim é água! É basicamente um lago de sal, isso é real. É o maior lago que contém sal. Eu acho que é perigoso entrar lá. mesmo assim entrei. Mas foi bem rápido e tiveram precauções, tivemos que preparar um banho e várias outras coisas. Eu fiquei aterrorizada, você tinha que entrar debaixo d’água e sabe como é ter sal no olho né… Eu fiquei com medo de ficar cega.. mas não fiquei. Sabe o que mais, fiquei mais assustada pelos meus olhos mas depois que sai, foi meu nariz que mais doeu. Foi a maior dor.

 

Kevin: Quero falar sobre o álbum também, Always In Between, isso veio do seu sentimento que teve enquanto estava na estrada e se sentia em vários locais ao mesmo tempo? De onde veio esse título.

 

Jess: Eu sinto que esse nome veio de vários locais. Desde que comecei minha jornada na música e o lançamento do meu primeiro álbum, sinto que esses 2, 3 anos eu estive vivendo entre tudo, aqui, lá, todos os lugares, literalmente, mentalmente, emocionalmente nos relacionamentos com amigos e família e relacionamentos de verdade e tem sido difícil definir quem você é.. Às vezes foi negativo e as vezes me sentia como se estivesse constantemente num processo de aceitar minha vida aqui e lá… E achei que não deveria mais ser assim até eu perceber que “estar no meio” nem sempre é um problema e se sentir meio perdido é na verdade OK, por que todos nós temos isso, todos nós passamos por algo na vida não importa o que façamos. Então acho que ter minha vida na música é legal e ter minha vida privada com amigos e família também é. E é assim que resumo minha vida no passar destes anos, viver no meio de tudo.

 

Kevin: E você meio que precisa desse balanço, ninguém consegue seguir em uma direção pra sempre.

 

Jess: Sim, eu acho que é difícil mas também torna mais fácil no sentido de “se eu quiser fazer isso eu farei, e se quiser fazer aquilo também farei. Se quiser ficar com ele ficarei com ele, se quiser ficar com ela, ficarei com ela…” As pessoas colocam rótulos em tudo e sempre tentam definir você, se você apenas seguir o fluxo e aceitar, creio que seja mais fácil. É isso que esse álbum tem feito pra mim, aprendi muito e aceitei muito mais sem me preocupar com o que as pessoas pensam, não deixar que me definam, apenas serei eu.

 

Kevin: Tem uma música, que não sei se já foi lançada, se sim terei que fazer melhor minhas pesquisas, se chama “Thursday”. Quero falar sobre ela um pouquinho pois você trabalhou com Steve Mac e Ed Sheeran. Se vocês não sabem, Steve Mac é um dos melhores produtores e compositores. Ele compôs Shape Of You (Ed Sheeran) e What About Us (Pink). Me conte como isso aconteceu, você trabalhar com eles.

 

Jess: Não, ainda não foi lançada. Essa música da Pink gruda na cabeça, as vezes eu acordo pensando nela já. Eu escrevi com o Steve no meu primeiro álbum, escrevemos Take Me Home então eu realmente quis voltar a trabalhar com ele, ele é muito bom em desenhar emoções mas não se pode trabalhar muito com ele pois com o tempo ele se torna hesitante (haha) mas eu marquei uma sessão com ele e ele vem trabalhando com Ed em algumas coisas diferentes e creio que Ed estava fazendo algo com ele então nós três nos juntamos, (mas eu já conhecia o Ed antes do mesmo jeito..) Nós três então conversamos por horas, falamos sobre a vida, tudo o que passamos, curtindo um pouco, foi muito terapêutico. E começamos com alguns trabalhos, nos divertimos. Fizemos umas músicas muito bonitas.

 

Kevin: Do que se trata “Thursday”?

 

Jess: É uma música muito bonita. É um pouco do que nós conversamos. Se eu pudesse escolher uma música que fala mais sobre o álbum eu creio que seria essa. A primeira linha da música é “I won’t makeup on Thursday. I’m tired of covering it up” (Não usarei maquiagem na quinta-feira, estou cansada de me encobrir). E basicamente diz que apenas serei eu mesma e não sentirei medo da sociedade. Em qualquer lugar, serei eu mesma, eu sou normal. Essa música diz a respeito de você se aceitar e estar longe de tudo, o cabelo bem feito, maquiagem as coisas caras.. Tudo deve ser um tanto que demais.

 

Nesse momento Kevin pede para que ela cante um pedaço da música porém ela esqueceu! Jess Glynne sendo Jess Glynne.

 

Kevin: Eu te coloquei contra a parede né? Então quando acha que ela vai ser lançada?

 

Jess: Thursday irá lançar em breve… Esta música é meu próximo single, é isso gente! Thursday vai lançar juntamente com o álbum, dia 21 de Setembro.

 

Neste momento um fã faz uma pergunta para a cantora.

 

Fã: Sua voz é maravilhosa e eu gostaria de saber se tem artistas no qual você se inspira para dar forma a sua voz.

 

Jess: Conhece a Whiteny? Ah não quis dizer no sentido de “se você conhece ela” haha. Mas sim no de que ela e Mariah Carey que são minhas inspirações vocais e tento copiá-las e fazer tudo o que fazem. Não que eu consiga fazer isso…

 

Kevin: A relação entre você e Mariah é que você tem mais números um na história do Reino Unido e na América quem detém este título é ela. Você disse que nunca poderá ser a Mariah mas está a caminho.

 

Jess: Sério, meu Deus eu não sabia dessa! Eu amo muito ela.

 

A próxima pergunta veio de um fã pela internet.

 

Fã: Qual performance sua em uma Casa de Eventos te deixou mais emotiva e por quê?

 

Jess: Fiz uma headline em Londres num lugar chamado The Electric. E foi tipo meu primeiro show próprio no Reino Unido em uma turnê e pra mim foi um dos momentos mais emocionantes na minha vida, não foi algo grandioso mas foi muito pra mim.

 

O álbum Always In Between tem previsão para lançamento dia 21 de Setembro e já está em pré-venda em todas as plataformas digitais. Confira mais sobre o álbum aqui.

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